Case BRK: uma experiência criada para apoiar o treinamento e desenvolvimento de lideranças
Quando a BRK estruturou sua Escola de Líderes, o programa já trazia uma proposta consistente de desenvolvimento, com temas ligados aos desafios que fazem parte da rotina de quem ocupa uma posição de liderança: comunicação estratégica, fortalecimento da cultura, gestão em períodos de transição, priorização, retenção e desenvolvimento de talentos.
Ao recebermos esse projeto, entendemos que não faria sentido simplesmente selecionar alguns produtos, aplicar a identidade visual da empresa e chamá-los de kit para treinamento de liderança. Para que a entrega estivesse à altura do programa, precisávamos primeiro compreender o que estava sendo trabalhado com aquelas lideranças e encontrar uma forma de fazer a experiência conversar com esse conteúdo.
Esse é, inclusive, um princípio que orienta nossos projetos para treinamentos corporativos. Antes de definir produtos, estudamos a empresa, o público que participará da ação, o momento vivido pela organização e o objetivo do treinamento. A escolha dos itens acontece depois, quando já sabemos qual mensagem queremos reforçar e qual papel cada elemento terá na experiência.
No projeto da BRK, essa análise nos levou a um conceito diretamente relacionado à responsabilidade de liderar: cada ação gera uma reação.
1. Conceito
A influência da liderança não termina em uma decisão
Existe uma característica importante nos programas de desenvolvimento de líderes: aquilo que uma pessoa aprende e aplica dificilmente produz efeitos apenas sobre ela.
A liderança está presente na maneira como a estratégia chega à equipe, na definição das prioridades, na condução de uma mudança, em uma conversa de feedback, na forma de reconhecer um bom trabalho e até na segurança que as pessoas sentem para falar sobre um problema.
Essa relação ficou ainda mais evidente quando analisamos os temas da Escola de Líderes da BRK. O programa trabalhava visão e comunicação estratégica, fortalecimento da cultura e da identidade BRK, liderança em ambientes de transição, gestão de carga e priorização, além de retenção e valorização de talentos.
Eram assuntos diferentes, mas atravessados por uma mesma questão: as atitudes de uma liderança produzem efeitos sobre outras pessoas e sobre a organização.
Foi daí que surgiu o conceito “Cada ação gera uma reação”, que passou a orientar a construção da experiência.
Mais do que criar uma frase para acompanhar o projeto, queríamos encontrar uma maneira de tornar essa ideia visível e fazer com que ela pudesse permanecer com os participantes mesmo depois do treinamento.
2. Experiência
Da abertura da caixa à rotina depois do treinamento
A experiência começou pela própria apresentação do projeto. Todos os itens foram organizados em uma caixa personalizada com a identidade da Escola de Líderes BRK, desenvolvida para que a abertura também fizesse parte da entrega.
Esse cuidado tem uma função importante em ações de desenvolvimento. Quando um colaborador recebe algo claramente pensado para aquele programa, e não uma combinação genérica de produtos, a percepção sobre a ação muda. A embalagem, a organização interna, as mensagens e a coerência entre os elementos ajudam a demonstrar o nível de atenção que a empresa dedicou àquele momento.
Por isso, trabalhamos a caixa para gerar um efeito de unboxing, com uma apresentação capaz de surpreender já no primeiro contato e aumentar a percepção de valor do programa.
Dentro dela, criamos também um pequeno momento de pausa com um Drip Coffee personalizado e dois sachês de biscoitos. Em vez de serem apenas alimentos acrescentados ao kit, eles entraram na experiência como um convite para uma pausa durante a jornada de aprendizagem, acompanhados por uma caneca de inox personalizada que poderia continuar sendo utilizada posteriormente.
Mas o principal elemento conceitual estava em outro item.
Para representar a ideia de que cada atitude de uma liderança produz consequências, escolhemos um Pêndulo de Newton.
O funcionamento do objeto traduz de maneira muito simples o conceito que queríamos reforçar: quando uma esfera é movimentada, esse movimento é transferido e provoca uma reação do outro lado.
Dentro do contexto da liderança, a associação acontece naturalmente. Uma decisão interfere na rotina de outras pessoas. Uma prioridade estabelecida muda a organização do time. A maneira como uma mudança é comunicada influencia a forma como ela será recebida. Um feedback pode direcionar um comportamento, assim como a ausência dele também produz consequências.
O Pêndulo de Newton permitiu, portanto, transformar um conceito abstrato em algo físico, visual e permanente. Depois do treinamento, ele poderia continuar sobre a mesa daquele líder e manter a mensagem presente em sua rotina.
É esse tipo de relação que buscamos quando desenvolvemos uma experiência para treinamento: o item precisa fazer sentido porque existe um motivo para ele estar ali.
3. Entregáveis
Produtos escolhidos a partir do conceito, e não o contrário
Depois de definir o conceito e a forma como queríamos que a experiência fosse percebida, estruturamos a composição final:
✔️ Caixa personalizada da Escola de Líderes BRK
Desenvolvida com a identidade do programa e pensada para criar uma experiência de abertura com alto valor percebido.
✔️ Drip Coffee com filtro e embalagem personalizada
Inserido na experiência como um convite para uma pausa durante o processo de aprendizagem.
✔️ Dois sachês de biscoitos
Complementando o momento do café durante o treinamento.
✔️ Caneca de inox de 150 ml personalizada
Um produto de uso contínuo, que poderia permanecer na rotina do participante depois da ação.
✔️ Pêndulo de Newton
Escolhido para representar fisicamente o conceito “Cada ação gera uma reação” e criar uma associação direta com o impacto das atitudes de uma liderança.
O diferencial do projeto não estava em nenhum desses produtos isoladamente. Estava na razão pela qual eles foram reunidos e na conexão que construíam com o programa.
O que uma experiência pode acrescentar a um treinamento corporativo
Uma empresa pode investir em bons facilitadores, conteúdos relevantes e uma trilha de aprendizagem muito bem estruturada. Ainda assim, existe um desafio comum aos programas de treinamento: fazer com que os conceitos discutidos naquele ambiente continuem presentes quando o participante retorna à rotina.
É justamente nesse ponto que experiências complementares podem ganhar uma função estratégica.
Não partimos da ideia de que um presente seja capaz de gerar, sozinho, mudança de comportamento. O desenvolvimento acontece por meio do programa, da prática, da liderança da própria organização e da continuidade das ações. O que uma experiência bem construída consegue fazer é criar novos pontos de contato com aquela mensagem e aumentar a coerência de toda a jornada.
No caso da BRK, o programa não estava apenas identificado em uma apresentação ou em um material didático. Ele ganhou uma identidade física, uma experiência de abertura, um momento de pausa e um objeto diretamente relacionado a um dos princípios que queríamos destacar.
Esse raciocínio pode ser aplicado a diferentes tipos de treinamento, mas dificilmente da mesma maneira.
Por que não trabalhamos com um kit padrão para treinamentos
Um programa de formação de novos líderes não deveria receber a mesma experiência de uma convenção comercial. Um treinamento de segurança possui necessidades diferentes de uma jornada sobre cultura. Uma empresa que está atravessando uma fusão, uma mudança de posicionamento ou um período de crescimento acelerado também terá questões muito particulares para trabalhar com suas pessoas.
Por isso, quando um RH nos procura dizendo que terá um treinamento e precisa de uma experiência para acompanhar a ação, nossa primeira conversa não é sobre canecas, cadernos ou outros produtos. Queremos entender qual é o treinamento, quem estará naquela sala, quais são os principais conteúdos, o que está acontecendo dentro da empresa e o que aquela ação precisa ajudar a construir.
A partir dessas informações, nossa equipe estuda possibilidades e desenvolve uma proposta. Dependendo do projeto, isso pode resultar em um kit como o da BRK, mas também pode envolver uma dinâmica, uma interação, uma experiência sensorial, um desafio, uma narrativa ou diferentes pontos de contato antes, durante e depois do treinamento.
É por isso que dois clientes podem nos procurar para um “kit para treinamento de liderança” e receber propostas completamente diferentes.
A experiência precisa nascer do contexto.
Para RHs que estão estruturando uma jornada de desenvolvimento
Se você chegou até este case porque está planejando um treinamento, talvez ainda não saiba exatamente o que entregar aos participantes. E essa definição não precisa ser o ponto de partida.
Na Endonauta, podemos entrar no projeto antes dessa etapa.
A empresa pode nos apresentar o briefing do treinamento, a grade de conteúdos, o perfil dos participantes, o objetivo da ação, a identidade do programa e a verba disponível. A partir disso, estudamos o contexto e pensamos em possibilidades que façam sentido para aquela jornada.
Isso também evita um problema comum em projetos corporativos: escolher primeiro um produto e, depois, tentar encontrar uma mensagem que justifique sua presença.
Preferimos fazer o caminho contrário.
Primeiro entendemos o que precisa ser comunicado. Depois transformamos essa intenção em uma experiência possível de produzir, personalizar e entregar.
Foi assim que nasceu a experiência da Escola de Líderes BRK e é dessa forma que desenvolvemos projetos para treinamentos, convenções, programas de cultura, onboarding, reconhecimento e outros momentos importantes da jornada do colaborador.
Está planejando um treinamento de lideranças na sua empresa?
Conte para nossa equipe como será a ação, quem participará, quais temas serão trabalhados e qual é o objetivo do programa.
A Endonauta estuda o projeto e desenvolve uma experiência personalizada para o contexto da sua empresa.
