Celebrando o GPTW com os colaboradores
Sicredi: Quando o GPTW deixa de ser um prêmio e passa a ser um acordo psicológico com o colaborador
Ser reconhecida pelo Great Place to Work costuma ser tratado pelas empresas como um marco institucional.
Publica-se nas redes sociais, atualiza-se a assinatura de e-mail, coloca-se um selo na recepção.
Mas existe uma pergunta mais importante do que comunicar o prêmio para o mercado:
o colaborador realmente sente que participou dessa conquista?
Foi a partir desse ponto que a Sicredi nos procurou. A equipe de Endomarketing tinha clareza de que não queria apenas anunciar o GPTW. Eles queriam transformar o reconhecimento em experiência percebida pelas pessoas, algo que reforçasse o espírito de cooperativa e a sensação de time.
O desafio não era criar um presente.
Era transformar uma conquista organizacional em pertencimento individual.
O problema silencioso das certificações internas
Toda certificação corporativa possui um risco invisível: ela nasce coletiva e pode terminar distante.
Para a empresa, o GPTW representa cultura, gestão e clima.
Para o colaborador, muitas vezes vira apenas uma informação.
Quando isso acontece, cria-se uma ruptura sutil:
A empresa entende o prêmio como prova de cuidado.
O colaborador enxerga como comunicação institucional.
Essa diferença de percepção é decisiva.
Cultura não é o que a organização afirma sobre si mesma, mas aquilo que o colaborador sente no cotidiano.
Por isso, celebrar o GPTW não é sobre comemorar um ranking.
É sobre validar emocionalmente a participação das pessoas naquele resultado.
Se o colaborador não reconhece a própria contribuição, o prêmio reforça reputação externa, mas não fortalece vínculo interno.
A decisão estratégica da Sicredi
Durante o briefing, surgiu um ponto importante: a ação precisava ser alegre, jovem e carinhosa, mesmo sendo uma instituição financeira. A palavra mais repetida foi “time”.
Isso indica algo relevante, a intenção não era comunicar excelência, mas compartilhar conquista.
A partir daí, estruturamos a ação não como um brinde comemorativo, mas como um pequeno ritual corporativo. Cada elemento deveria cumprir uma função psicológica:
✔️ reconhecer
✔️ envolver
✔️ prolongar a memória
Transformando o reconhecimento em experiência
Criamos um kit que funcionasse em três camadas de percepção.
A primeira camada era cognitiva: o colaborador entende a mensagem.
A segunda era social: ele participa da celebração junto aos outros.
A terceira era simbólica: ele passa a carregar aquilo consigo no dia a dia.
A caixa apresentava a mensagem de forma direta, conectando a conquista à pessoa e não à empresa. O cartão convidava à interação coletiva no momento da entrega, gerando registro e compartilhamento espontâneo. O botton permitia que o colaborador incorporasse o marco à própria identidade profissional.
O objetivo não era entregar um objeto útil, mas criar um marcador emocional daquele momento dentro da trajetória de trabalho.
Por que isso importa para o RH
O GPTW é, essencialmente, um indicador de percepção.
Ele mede como as pessoas se sentem dentro da organização.
Por isso, a forma como a empresa devolve esse reconhecimento ao colaborador é tão importante quanto a pesquisa que o gerou.
Quando a conquista é apenas comunicada, o colaborador entende que a empresa foi premiada.
Quando ela é vivenciada, o colaborador entende que participou.
Essa diferença altera diretamente três fatores organizacionais:
1. Credibilidade interna
O prêmio deixa de ser discurso institucional e passa a ser coerente com a experiência real.
2. Orgulho de pertencimento
A pessoa percebe que não foi apenas avaliada, foi reconhecida.
3. Memória cultural
A conquista não fica restrita ao momento do anúncio, ela permanece associada ao cotidiano.
Celebrar o GPTW, portanto, não é um gesto simbólico.
É uma oportunidade de consolidar o acordo psicológico entre empresa e colaborador.
O aprendizado do projeto
Conquistas organizacionais só fortalecem cultura quando são traduzidas para a experiência individual.
Toda empresa quer ser reconhecida como um bom lugar para trabalhar.
Mas a cultura se fortalece quando o colaborador percebe que aquele lugar também reconhece a importância dele para existir.
O selo valida a empresa para o mercado. A experiência valida a empresa para as pessoas.
E é essa segunda validação que sustenta a primeira ao longo do tempo.
Este projeto traduz a forma como a Endonauta atua: não como fornecedora de brindes pontuais, mas como uma parceira na construção de experiências que conectam reconhecimento à cultura e cultura ao desempenho. Cada ação é pensada para que a mensagem organizacional seja percebida no cotidiano das pessoas, fortalecendo vínculo, confiança e senso de pertencimento.
Se a sua empresa também deseja transformar conquistas institucionais em experiências reais para os colaboradores, podemos estruturar essa jornada junto com você. Fale com a Endonauta:




